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Padrasto lidera casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes, diz MPPI

Estupro de vulnerável violência abuso

O abuso sexual representou quase oito em cada dez casos acompanhados pelo Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navi), do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), em 2025. O dado integra o Anuário Navi 2025, divulgado nesta quarta-feira (15), que analisou 219 vítimas atendidas pelo órgão em Teresina. O levantamento também aponta que meninas e mulheres correspondem à ampla maioria das vítimas e que adolescentes são a faixa etária mais atingida.

Segundo o estudo, dos 219 casos analisados, 174 foram de abuso sexual, o equivalente a 79,5% dos atendimentos. Em seguida aparecem violência física (6,8%), negligência ou abandono (4,1%), violência psicológica ou ameaça (3,2%), exposição sexual na internet (2,3%), outros tipos de violação (2,3%) e prostituição de menores de 18 anos (1,8%).

Adolescentes são maioria entre as vítimas

O perfil das vítimas revela predominância feminina. Das pessoas acompanhadas pelo Navi, 183 eram do sexo feminino (83,6%) e 36 do sexo masculino (16,4%). Em relação à idade, os adolescentes de 12 a 17 anos representam 46,6% dos casos, seguidos pelas crianças de até 11 anos, que correspondem a 41,1%. Adultos somam 12,3% dos registros.

Padrasto aparece como principal agressor

Outro dado que chama atenção é o perfil dos autores das agressões. O padrasto aparece como o principal agressor, responsável por 22,4% dos casos acompanhados pelo núcleo. Em seguida estão o pai biológico (11,9%) e vizinhos ou amigos da família (11%). Também figuram entre os autores tios (8,7%), outros menores de idade (7,3%), avôs (6,4%), mães ou madrastas (4,6%), professores ou estagiários (3,2%), primos (1,8%) e irmãos mais velhos (1,4%).

Na avaliação da coordenadora do Navi, promotora de Justiça Itanieli Rotondo, os dados permitem traçar um panorama da violência contra crianças e adolescentes atendidos pelo órgão e reforçam a necessidade de fortalecer políticas públicas de prevenção e acolhimento.

“A análise estatística das vítimas acompanhadas pelo Navi/MPPI permitiu traçar um diagnóstico epidemiológico consistente da violência infantojuvenil no município de Teresina. O perfil das vítimas é majoritariamente composto por meninas e adolescentes, sendo o abuso sexual a principal modalidade de violência registrada”, afirmou.

O anuário também destaca que o ambiente doméstico e intrafamiliar permanece como o principal cenário das violações de direitos, praticadas, na maioria das vezes, por pessoas próximas às vítimas. Diante desse cenário, o MPPI defende a ampliação de programas de prevenção à violência sexual intrafamiliar, a capacitação de profissionais das áreas de educação e saúde para identificar sinais precoces de abuso e o fortalecimento da rede de atendimento psicossocial, especialmente nas áreas rurais de Teresina.

Como buscar ajuda

Vítimas de violência ou pessoas que desejem denunciar situações de violação de direitos podem procurar o Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navi) presencialmente na Casa da Cidadania, na Rua Mato Grosso, nº 268, bairro Frei Serafim, em Teresina.

O atendimento também é realizado pelos telefones (86) 2222-8163 e (86) 2222-8868, pelo WhatsApp institucional (86) 98152-7263, pelo e-mail navi@mppi.mp.br e por formulário eletrônico disponibilizado pelo Ministério Público.

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J Camposhttp://blogdagrandemarcolandia.com.br
Jota Campos é um nome que se confunde com a história do rádio no sertão pernambucano. Com duas décadas de dedicação, construiu uma trajetória marcada pela paixão pela comunicação. Iniciou sua carreira na tradicional Rádio Grande Serra AM, onde deu os primeiros passos como apresentador. Logo se destacou pela voz firme e pelo carisma que conquistava ouvintes de todas as idades. Na Arari FM, ampliou sua presença, levando informação e entretenimento às comunidades locais. Sua versatilidade permitiu transitar entre programas jornalísticos e musicais com naturalidade. Na Estação Sat, mostrou habilidade em lidar com transmissões modernas e dinâmicas. O público reconhecia nele não apenas um radialista, mas um companheiro diário. Na Arco Íris FM, reforçou sua imagem de comunicador popular e acessível. Sempre atento às demandas da audiência, buscava aproximar o rádio da vida cotidiana. Na Araripina FM, consolidou-se como referência regional. Sua voz tornou-se símbolo de credibilidade e proximidade com o povo. Ao longo dos anos, Jota Campos cultivou uma relação de respeito com colegas e ouvintes. Participou de coberturas importantes, dando voz às notícias que marcaram a região. Também valorizou a cultura local, promovendo artistas e tradições sertanejas. Seu estilo de apresentação mesclava profissionalismo e espontaneidade. Essa combinação fez dele um comunicador querido e respeitado. Duas décadas de rádio representam não apenas experiência, mas legado. Jota Campos é parte viva da memória radiofônica do sertão. Sua história inspira novos comunicadores a seguirem o caminho da paixão pelo rádio.
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