O Piauí abriga um dos maiores patrimônios arqueológicos do mundo, reconhecido pela UNESCO, e representa um capítulo fundamental da cooperação científica entre a França e o Brasil.
Durante uma missão ao estado, entre os dias 16 e 17 de julho, o Embaixador da França, acompanhado do Cônsul-Geral da França em Recife, conheceu a Fundação Museu do Homem Americano, os parques nacionais da Serra da Capivara e da Serra das Confusões, acompanhou pesquisas arqueológicas realizadas por equipes franco-brasileiras e reuniu-se com autoridades locais para fortalecer parcerias em torno da preservação do patrimônio, da ciência e do desenvolvimento sustentável.

Há mais de quatro décadas, a missão arqueológica franco-brasileira, impulsionada pelo trabalho pioneiro da arqueóloga franco-brasileira Niède Guidon, reúne pesquisadores dos dois países em um trabalho que se tornou referência internacional para o estudo das primeiras ocupações humanas nas Américas.


Na Serra das Confusões, o embaixador acompanhou as escavações conduzidas pelo professor Éric Böeda e pelo professor Grégoiry Van Havre, ao lado de estudantes da Universidade Federal do Piauí.
A Serra da Capivara é reconhecida como patrimônio mundial da Unesco e abriga mais de mil sítios arqueológicos.

O embaixador visitou a Fundação Museu do Homem Americano, parceira histórica da cooperação franco-brasileira. A agência também incluiu encontros com o secretário de Turismo do Piauí e os prefeitos de São Raimundo Nonato e de Caracol.
A missão arqueológica franco-brasileira do Piauí é uma das mais antigas parceiras científicas entre Brasil e França. Iniciada nos anos 1980 e retomada em 2008, ela reúne pesquisadores dos dois países para estudar as primeiras ocupações humanas nas Américas e preservar esse patrimônio. Hoje a missão é financiada em 63% pela França por meio da Comissão das Escavações do Ministério da Europa e dos Negócios Estrangeiros e em 37% das instituições brasileiras, incluindo a Universidade Federal do Piauí e a Pontíficia Universidade Católica de Goiás.

O projeto também conta com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e de Universidades Brasileiras. A missão homenageou a arqueóloga franco-brasileira Niède Guidon, cuja trajetória transformou a Serra da Capivara em um dos mais importantes centros de pesquisa sobre o povoamento das Américas.





