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EUA anunciam tarifa de 25% a produtos do Brasil, mas excluem etanol, carne bovina e café

Donald J Trump
Governo Trump decidiu aplicar tarifa adicional após investigação sobre práticas brasileiras em diversas áreasEFE/EPA/CHRIS KLEPONIS /POOL

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (16) tarifa adicional de 25% a diversos produtos brasileiros. Entretanto, foram excluídos da lista o etanol, a carne bovina e o café. A medida entra em vigor em 22 de julho.

A aplicação de sobretaxa foi tomada sob a autoridade da Seção 301, que apurou práticas brasileiras em áreas como comércio digitalpropriedade intelectualcombate à corrupção e desmatamento. Em conversa por telefone com jornalistas, o chefe do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamierson Greer, disse que a investigação concluiu que o Brasil adotou uma série de medidas consideradas injustas aos interesses norte-americanos.

Entre os principais problemas indicados pelos Estados Unidos estão:

  • Ordens judiciais sigilosas que obrigaram empresas de tecnologia norte-americanas a remover conteúdos políticos, inclusive de um presidente;
  • Multas diárias elevadas e ameaças de interrupção total das operações das plataformas no Brasil;
  • Favorecimento ao sistema Pix, tratado como “campeão nacional” do Banco Central, gerando desvantagem competitiva para empresas norte-americanas de pagamentos;
  • Concessão de tarifas preferenciais para Índia e México, sem reciprocidade aos produtos norte-americanos;
  • Falhas no combate à corrupção;
  • Impactos do desmatamento ilegal que prejudicam produtores agrícolas dos Estados Unidos.

Greer sinalizou dificuldades nas tratativas com o Brasil. “Estamos tentando há mais de um ano negociar com o governo brasileiro. Fizemos diversas ofertas e apresentamos diversas propostas, mas não obtivemos resposta satisfatória”, declarou.

O chefe do USTR chamou a postura brasileira de “excesso de declaração de intenção”. Segundo Greer, o Brasil se colocou à disposição para discutir todos os temas, mas que, para o governo norte-americano, não representava “uma concessão”.

Greer destacou que só recentemente o Brasil passou a se engajar de forma mais séria nas questões apresentadas pelos Estados Unidos. O chefe do USTR avaliou existir “uma distância muito grande” entre as posições dos dois países.

Apesar da decisão pela aplicação da tarifa adicional, Greer não descartou a manutenção das negociações com o Brasil. “Naturalmente, esperamos continuar trabalhando com os brasileiros para verificar se é possível eliminar essas práticas e construir um ambiente comercial melhor”, afirmou.

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos fez duas audiências públicas antes da decisão final de aplicação da sobretaxa. No primeiro dia, o governo brasileiro não enviou representante. Estiveram presentes integrantes da Embaixada do Brasil na condição de observadores.

Na audiência seguinte, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou. Na ocasião, o parlamentar defendeu a manutenção do sistema Pix e pediu o cancelamento da tarifa adicional.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil também enviou um documento ao USTR contestando os fundamentos legais da investigação. A diplomacia brasileira sustentou que as práticas comerciais do país não geram ônus ao comércio dos Estados Unidos e que as medidas unilaterais ferem a soberania das escolhas políticas nacionais.

Por meio de espaço para comentários no site do USTR, 335 empresas e organizações, incluindo gigantes como Tesla, Coca-Cola e Nestlé, manifestaram-se sobre a medida contra os produtos brasileiros. Grande parte do setor privado argumentou que a sobretaxa pode prejudicar as cadeias de produção globais e elevar custos para os consumidores norte-americanos.

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J Camposhttp://blogdagrandemarcolandia.com.br
Jota Campos é um nome que se confunde com a história do rádio no sertão pernambucano. Com duas décadas de dedicação, construiu uma trajetória marcada pela paixão pela comunicação. Iniciou sua carreira na tradicional Rádio Grande Serra AM, onde deu os primeiros passos como apresentador. Logo se destacou pela voz firme e pelo carisma que conquistava ouvintes de todas as idades. Na Arari FM, ampliou sua presença, levando informação e entretenimento às comunidades locais. Sua versatilidade permitiu transitar entre programas jornalísticos e musicais com naturalidade. Na Estação Sat, mostrou habilidade em lidar com transmissões modernas e dinâmicas. O público reconhecia nele não apenas um radialista, mas um companheiro diário. Na Arco Íris FM, reforçou sua imagem de comunicador popular e acessível. Sempre atento às demandas da audiência, buscava aproximar o rádio da vida cotidiana. Na Araripina FM, consolidou-se como referência regional. Sua voz tornou-se símbolo de credibilidade e proximidade com o povo. Ao longo dos anos, Jota Campos cultivou uma relação de respeito com colegas e ouvintes. Participou de coberturas importantes, dando voz às notícias que marcaram a região. Também valorizou a cultura local, promovendo artistas e tradições sertanejas. Seu estilo de apresentação mesclava profissionalismo e espontaneidade. Essa combinação fez dele um comunicador querido e respeitado. Duas décadas de rádio representam não apenas experiência, mas legado. Jota Campos é parte viva da memória radiofônica do sertão. Sua história inspira novos comunicadores a seguirem o caminho da paixão pelo rádio.
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