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Artesã que foi envenenada sentiu ‘bolinha’ de mercúrio na garganta e chamou a polícia após filmar aluna colocando substância em garrafa

A artesã que denunciou ter sido envenenada por uma aluna ao longo de meses enquanto dava aulas em um projeto social no Recife suspeitou que havia algo errado com a água que ela tomava depois de sentir que havia “bolinhas” no líquido. Imagens gravadas pela vítima mostram a suspeita despejando uma substância no recipiente em duas ocasiões (veja vídeo acima).

No dia 22 de maio do ano passado, fui tomar água e senti a bolinha na minha garganta. Botei o dedo na garganta e botei [a bolinha] na mão. Aí eu botei no copo, que eu também levei para a delegacia”, afirmou ao g1 Denny Cardoso, a vítima.

Antes disso, a artesã conta que já havia desconfiado do comportamento da aluna. “Um dia, eu indo lavar as mãos, avistei ela mexendo na minha garrafa. Achei estranho. Ela disfarçou, como se estivesse tirando a garrafa de um lugar para outro”, disse.

Denny Cardoso trabalhou por mais de dez anos em um projeto chamado Arte na Medicina. A iniciativa oferece aulas de artesanato para pacientes e seus parentes em um anexo do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no bairro de Santo Amaro, no centro do Recife.

Há cerca de três anos, a aluna denunciada, identificada como Maria Aparecida Rodrigues de Araújo, começou a frequentar as aulas, enquanto acompanhava o filho, que fazia tratamento no hospital. O g1 não conseguiu localizar a defesa dela.

Desde o segundo semestre de 2024, a Denny vinha sentindo sintomas como dores abdominais, músculos enrijecidos e dificuldade para andar e urinar. No início, ela achava que tinha fibromialgia e chegou a ficar um tempo afastada do projeto social.

Depois de ter descoberto as “bolinhas” na água, a artesã decidiu filmar a aluna. Ela passou a deixar o celular com a câmera ligada quando saia da sala. Da primeira vez que ela flagrou a aluna colocando algo na garrafa, procurou a Delegacia da Boa Vista e fez exames no IML (Instituto de Medicina Legal).

“Fui à loja e comprei uma garrafa idêntica, do mesmo modelo. Cheguei lá bebendo água e botei a garrafa em cima da mesa. No momento em que saí, botei a câmera para filmar de novo. Quando vi que ela tinha botado de novo, não toquei mais na garrafa e liguei para o 190”, contou a professora.

A artesã disse que, neste dia, a Polícia Militar foi ao hospital e levou as duas mulheres para a Central de Plantões da Capital, no bairro de Campo Grande, na Zona Norte do Recife. O boletim de ocorrência registrado no local mostra que a suspeita negou que tivesse envenenado a bebida, mas os policiais encontraram resíduos de um pó no fundo da bolsa dela.

Mulher flagrada contaminando garrafa d'água com mercúrio no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Mulher flagrada contaminando garrafa d’água com mercúrio no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Laudo identificou mercúrio

Denny Cardoso afirma que um exame toxicológico apontou uma concentração de 21 microgramas de mercúrio por mililitro de sangue no corpo da vítima. O g1 teve acesso ao laudo da perícia feita na garrafa, que também detectou a presença do metal na água.

Pela quantidade de substância encontrada, o laudo toxicológico estipulou que a vítima ingeriu mercúrio ao longo de um período que pode ter sido de oito meses a um ano. “Ela botava um pingo, era uma gota. E eu bebia muita água assim com tudo. Infelizmente, não tem gosto”, falou a professora.

A artesã contou que até hoje sente dores no abdômen, tem movimentos reduzidos, uma compressão na medula e uma neuropatia. Ela faz uma série de tratamentos médicos e fisioterapia.

Segundo ela, a polícia pediu um parecer de um neurocirurgião para atestar que a paciente teve complicações neurológicas por causa do mercúrio. Mas a artesã ainda não conseguiu marcar uma consulta com um especialista no Sistema Único de Saúde (SUS).

No dia 9 de junho, a artesã ajuizou uma ação na Vara da Fazenda Pública de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, para obrigar o estado a garantir o atendimento com urgência, mas, até o momento, nenhuma decisão sobre o pedido foi publicada.

O caso está sob responsabilidade do juiz Rômulo Macedo Bastos.

g1 entrou em contato com a Polícia Civil e perguntou o porquê da demora para conclusão do inquérto e por qual crime Maria Aparecida Rodrigues de Araújo é investigada. A corporação não respondeu, e disse apenas que o caso segue sob investigação por meio da Delegacia da Boa Vista e que “mais detalhes não podem ser divulgados para preservar o andamento das diligências”.

g1 também questionou a Secretaria Estadual de Saúde e a Procuradoria-Geral do Estado sobre a demora no atendimento com o neurocirurgião e aguarda resposta.

Mercúrio encontrado em garrafa de artesã intoxicada por mulher no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

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J Camposhttp://blogdagrandemarcolandia.com.br
Jota Campos é um nome que se confunde com a história do rádio no sertão pernambucano. Com duas décadas de dedicação, construiu uma trajetória marcada pela paixão pela comunicação. Iniciou sua carreira na tradicional Rádio Grande Serra AM, onde deu os primeiros passos como apresentador. Logo se destacou pela voz firme e pelo carisma que conquistava ouvintes de todas as idades. Na Arari FM, ampliou sua presença, levando informação e entretenimento às comunidades locais. Sua versatilidade permitiu transitar entre programas jornalísticos e musicais com naturalidade. Na Estação Sat, mostrou habilidade em lidar com transmissões modernas e dinâmicas. O público reconhecia nele não apenas um radialista, mas um companheiro diário. Na Arco Íris FM, reforçou sua imagem de comunicador popular e acessível. Sempre atento às demandas da audiência, buscava aproximar o rádio da vida cotidiana. Na Araripina FM, consolidou-se como referência regional. Sua voz tornou-se símbolo de credibilidade e proximidade com o povo. Ao longo dos anos, Jota Campos cultivou uma relação de respeito com colegas e ouvintes. Participou de coberturas importantes, dando voz às notícias que marcaram a região. Também valorizou a cultura local, promovendo artistas e tradições sertanejas. Seu estilo de apresentação mesclava profissionalismo e espontaneidade. Essa combinação fez dele um comunicador querido e respeitado. Duas décadas de rádio representam não apenas experiência, mas legado. Jota Campos é parte viva da memória radiofônica do sertão. Sua história inspira novos comunicadores a seguirem o caminho da paixão pelo rádio.
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