
O senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) brincou na sexta-feira (10) com o rótulo de “Bolsonaro vacinado”, que tem usado na pré-campanha como forma de sinalizar ao eleitorado que tem conduta diferente à do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se recusou a tomar o imunizante contra a covid-19 durante a pandemia.
Flávio esteve em Fortaleza (CE) para o lançamento das pré-candidaturas do PL no estado, em meio à indefinição que persiste sobre quem o partido apoiará para o governo e para o Senado. Em tom irônico, o senador pediu à médica Mara Pinheiro, que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa do Ceará, que trouxesse uma “seringa gigante” para tomar uma “vacina contra o PT”.
“Bolsonaro vacinado, aqui ó. Já sou vacinado, mas vou dar uma dose de reforço”, afirmou enquanto Mara Pinheiro simulava a aplicação de uma dose.
Jair Bolsonaro foi alvo de investigação por suspeita de ter fraudado certificados de vacinação contra a covid-19 no sistema do Ministério da Saúde para emitir comprovantes de imunização sem que a vacina tivesse sido aplicada.
Segundo a Polícia Federal, o objetivo seria permitir a entrada do ex-presidente e de integrantes de seu círculo próximo em países que exigiam comprovante de vacinação durante a pandemia. Em março de 2024, a PF indiciou Bolsonaro pelos crimes de associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informações, com base em provas reunidas ao longo da investigação e na delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.
O caso, porém, foi arquivado no Supremo Tribunal Federal em março de 2025. Ao analisar o inquérito, a Procuradoria-Geral da República concluiu que não havia provas suficientes para denunciar Bolsonaro. A principal evidência contra ele era o depoimento do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, sem confirmação por outras fontes.
O ministro Alexandre de Moraes acolheu o parecer e encerrou a investigação em relação ao ex-presidente.




