
A inadimplência das empresas brasileiras voltou a crescer em abril e atingiu o maior nível da série histórica da Serasa Experian. Pela primeira vez, o país chegou a 9 milhões de CNPJs negativados, alta de 1,5 milhão em relação aos 7,5 milhões registrados um ano antes.
O total de dívidas em atraso também bateu recorde, chegando a 63,7 milhões de débitos, que somam R$ 220,9 bilhões. Em média, cada empresa inadimplente possui 7,1 contas negativadas e dívida de R$ 24,6 mil.
Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o ambiente de crédito continua restritivo para as empresas.
“O dado de inadimplência vem sinalizando uma tendência de manutenção em um patamar bastante elevado e com potencial de quebrar novos recordes ao longo de 2026.”
Ela afirma que, apesar do início da redução dos juros, o custo do crédito ainda segue elevado e insuficiente para aliviar a situação financeira das empresas.
“As micro e pequenas empresas continuam sendo as mais vulneráveis a um ambiente de crédito restritivo”, afirma Camila Abdelmalack.
Segundo a economista, a dependência de crédito de curto prazo e a dificuldade para recompor o capital de giro ajudam a manter a inadimplência em níveis elevados.




