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Obesidade infantil: a cada 100 crianças, 29 estão com excesso de peso no Piauí

A obesidade infantil tem se tornado um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e no mundo. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde, mostram que, no Piauí, 29 em cada 100 crianças de 0 a 9 anos apresentam excesso de peso, condição que inclui sobrepeso, obesidade e obesidade grave. Ao todo, foram registrados 84.046 casos nessa faixa etária no estado.

O cenário preocupa especialistas e reforça a necessidade de mudanças nos hábitos alimentares e no estilo de vida das famílias. Além da alimentação inadequada, fatores como sedentarismo, excesso de tempo em frente às telas e redução da prática de atividades físicas têm contribuído para o avanço da obesidade entre crianças e adolescentes.

A preocupação não é exclusiva do Piauí. O Atlas da Obesidade Infantil no Brasil (2019) traz dados do Atlas Mundial da Obesidade e da Organização Mundial da Saúde (OMS), de que o Brasil deverá ocupar a quinta posição entre os países com o maior número de crianças e adolescentes com obesidade até 2030. O estudo aponta ainda que há apenas 2% de chance de reversão desse cenário caso medidas efetivas não sejam adotadas.

O documento já mostrava, em 2019, um panorama preocupante. Na época, 227,6 mil crianças de 2 a 4 anos eram consideradas obesas e outras 273,3 mil apresentavam sobrepeso. Entre as mais de 170 mil crianças avaliadas, 64% haviam consumido bebidas adoçadas no dia anterior; 51% tinham o hábito de realizar refeições assistindo à televisão; 48% consumiam macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote ou biscoitos salgados; e 60% ingeriam biscoitos recheados, doces ou guloseimas regularmente.

Os números mais recentes do Sisvan revelam que, em 2025, o Brasil registrou 1.171.916 crianças com obesidade e 783.017 com obesidade grave. Isso representa 8,94% das crianças de 0 a 9 anos com obesidade e 5,97% com obesidade grave.

Para a nutricionista Laysse Morais, o aumento dos casos está diretamente relacionado às mudanças no estilo de vida da população.

Para ela, os hábitos alimentares inadequados, muitas vezes já vindo do contexto familiar, têm papel central nesse cenário, especialmente o consumo frequente de produtos ricos em açúcar, gorduras e sódio. Além do impacto no peso corporal, a obesidade infantil pode desencadear diversos problemas de saúde ainda na infância e aumentar o risco de doenças crônicas na fase adulta.

“A obesidade infantil aumenta o risco de problemas como hipertensão, diabetes tipo 2, alterações no colesterol, apneia do sono, etc. Também pode impactar a saúde emocional, favorecendo baixa autoestima, ansiedade, isolamento social e bullying. Além de maior probabilidade de obesidade e doenças crônicas na vida adulta”, falou.

Excesso de telas contribui para o sedentarismo

Entre os fatores que mais preocupam os especialistas, está o uso excessivo de celulares, tablets, computadores e televisão. Segundo Laysse Morais, além de reduzir a prática de atividades físicas, as telas também influenciam diretamente os hábitos alimentares das crianças.

“O uso excessivo de telas favorece o sedentarismo e reduz o tempo dedicado às atividades físicas. Além disso, muitas crianças se alimentam enquanto assistem a conteúdos, o que dificulta a percepção da saciedade. A exposição constante à publicidade de alimentos ultraprocessados também pode influenciar escolhas menos saudáveis”, destacou a nutricionista.

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J Camposhttp://blogdagrandemarcolandia.com.br
Jota Campos é um nome que se confunde com a história do rádio no sertão pernambucano. Com duas décadas de dedicação, construiu uma trajetória marcada pela paixão pela comunicação. Iniciou sua carreira na tradicional Rádio Grande Serra AM, onde deu os primeiros passos como apresentador. Logo se destacou pela voz firme e pelo carisma que conquistava ouvintes de todas as idades. Na Arari FM, ampliou sua presença, levando informação e entretenimento às comunidades locais. Sua versatilidade permitiu transitar entre programas jornalísticos e musicais com naturalidade. Na Estação Sat, mostrou habilidade em lidar com transmissões modernas e dinâmicas. O público reconhecia nele não apenas um radialista, mas um companheiro diário. Na Arco Íris FM, reforçou sua imagem de comunicador popular e acessível. Sempre atento às demandas da audiência, buscava aproximar o rádio da vida cotidiana. Na Araripina FM, consolidou-se como referência regional. Sua voz tornou-se símbolo de credibilidade e proximidade com o povo. Ao longo dos anos, Jota Campos cultivou uma relação de respeito com colegas e ouvintes. Participou de coberturas importantes, dando voz às notícias que marcaram a região. Também valorizou a cultura local, promovendo artistas e tradições sertanejas. Seu estilo de apresentação mesclava profissionalismo e espontaneidade. Essa combinação fez dele um comunicador querido e respeitado. Duas décadas de rádio representam não apenas experiência, mas legado. Jota Campos é parte viva da memória radiofônica do sertão. Sua história inspira novos comunicadores a seguirem o caminho da paixão pelo rádio.
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