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MPPI investiga Charles Pessoa por publicações sobre operação em Bom Jesus

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) instaurou um Inquérito Civil para investigar possíveis irregularidades relacionadas à atuação do delegado Charles Pessoa, do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), em redes sociais e plataformas digitais. A portaria foi assinada pelo promotor de Justiça Maurício Gomes de Souza, titular da Promotoria de Justiça de Bom Jesus e publicada no Diário Eletrônico do MP de quarta-feira (3).

Ao Cidadeverde.com, a Secretaria de Segurança do Estado do Piauí (SSP-PI) informou que não vai se manifestar sobre o assunto no momento. A reportagem também entrou em contato com o delegado para comentar sobre a investigação, mas, até o momento, não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

Na terça-feira (2), o órgão recomendou que o delegado se abstenha de publicar conteúdos envolvendo presos, custodiados, investigados e operações policiais em redes sociais. 

De acordo com o documento, a investigação teve origem em uma Notícia de Fato instaurada para apurar a suposta utilização de elementos institucionais da Polícia Civil do Piauí em publicações pessoais do delegado, incluindo a divulgação de operações policiais, armamentos, viaturas, símbolos oficiais e a eventual exposição de pessoas custodiadas.

Segundo o MPPI, os elementos reunidos até o momento apontam, em tese, para uma utilização reiterada da estrutura simbólica e material da Polícia Civil em conteúdos divulgados nas redes sociais, especialmente no perfil pessoal dele. O órgão ministerial destaca que parte das publicações está relacionada a operações realizadas nos municípios de Bom Jesus, Redenção do Gurguéia e Currais.

O procedimento menciona ainda a divulgação de vídeos e imagens envolvendo apreensões de drogas, exibição de armamentos, viaturas policiais, abordagens e ações operacionais. Entre os conteúdos analisados está uma operação realizada em Bom Jesus que resultou na apreensão de entorpecentes avaliados em aproximadamente R$ 2 milhões.

Na portaria, o Ministério Público ressaltou que a eventual utilização da imagem institucional da Polícia Civil para promoção pessoal pode configurar afronta aos princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade administrativa e da finalidade pública. O documento também destacou a necessidade de apurar possíveis repercussões eleitorais diante da proximidade das eleições de 2026.

O MPPI citou ainda a possibilidade de eventual exposição indevida de pessoas investigadas ou custodiadas, o que poderia representar violação de direitos fundamentais relacionados à dignidade da pessoa humana, à imagem, à honra e à presunção de inocência.

Entre as medidas determinadas pelo Ministério Público estão o envio dos autos ao Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GACEP), para elaboração de relatório técnico complementar, e a preservação do conteúdo digital investigado.

Também foram expedidos ofícios à Corregedoria-Geral da Polícia Civil, à Secretaria de Segurança Pública do Estado e à Delegacia-Geral da Polícia Civil para obtenção de informações sobre eventuais procedimentos disciplinares, autorizações institucionais e a situação funcional do delegado.

Além disso, o MPPI determinou o encaminhamento de cópia integral do procedimento à Procuradoria Regional Eleitoral no Piauí (PRE-PI), para análise de possíveis repercussões eleitorais, incluindo eventual propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político ou uso indevido da função pública.

A plataforma Meta, responsável pelo Instagram, também será oficiada para informar a natureza da conta investigada, eventual monetização do perfil e preservar os conteúdos relacionados ao procedimento.

O inquérito seguirá em fase de instrução, com a coleta de informações e documentos destinados a subsidiar futuras deliberações do Ministério Público.

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J Camposhttp://blogdagrandemarcolandia.com.br
Jota Campos é um nome que se confunde com a história do rádio no sertão pernambucano. Com duas décadas de dedicação, construiu uma trajetória marcada pela paixão pela comunicação. Iniciou sua carreira na tradicional Rádio Grande Serra AM, onde deu os primeiros passos como apresentador. Logo se destacou pela voz firme e pelo carisma que conquistava ouvintes de todas as idades. Na Arari FM, ampliou sua presença, levando informação e entretenimento às comunidades locais. Sua versatilidade permitiu transitar entre programas jornalísticos e musicais com naturalidade. Na Estação Sat, mostrou habilidade em lidar com transmissões modernas e dinâmicas. O público reconhecia nele não apenas um radialista, mas um companheiro diário. Na Arco Íris FM, reforçou sua imagem de comunicador popular e acessível. Sempre atento às demandas da audiência, buscava aproximar o rádio da vida cotidiana. Na Araripina FM, consolidou-se como referência regional. Sua voz tornou-se símbolo de credibilidade e proximidade com o povo. Ao longo dos anos, Jota Campos cultivou uma relação de respeito com colegas e ouvintes. Participou de coberturas importantes, dando voz às notícias que marcaram a região. Também valorizou a cultura local, promovendo artistas e tradições sertanejas. Seu estilo de apresentação mesclava profissionalismo e espontaneidade. Essa combinação fez dele um comunicador querido e respeitado. Duas décadas de rádio representam não apenas experiência, mas legado. Jota Campos é parte viva da memória radiofônica do sertão. Sua história inspira novos comunicadores a seguirem o caminho da paixão pelo rádio.
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