O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) apresentou um balanço do ciclo de fiscalização 2025/2026. De acordo com a corte eleitoral, 100% das metas previstas no Plano Anual de Controle Externo foram executadas. Durante o período, a Corte fiscalizou R$ 22,42 bilhões em recursos públicos e realizou 1.784 ações de controle em todo o estado.
O balanço foi destacado pelo presidente do TCE-PI, Kennedy Barros, que ressaltou o modelo de fiscalização preventiva adotado pela Corte. Segundo ele, o objetivo é identificar problemas durante a execução das políticas públicas, permitindo correções antes que os prejuízos sejam consolidados.
“O tribunal tem feito um trabalho concomitante, o objetivo é exatamente evitar desperdício, porque quando ele faz concomitância, ele possibilita corrigir rumos e, consequentemente, levar para o certo. Se ele deixa para fazer avaliação depois dos recursos aplicados, você só vai constatar o dano causado. Aí é o leite derramado, é o que não interessa”, afirmou.
O relatório aponta que as ações de fiscalização alcançaram os 224 municípios piauienses pelo terceiro ano consecutivo. Além das auditorias, o TCE-PI manteve uma agenda permanente de capacitação de gestores públicos, com visitas regulares aos municípios-polo para orientar administradores sobre boas práticas na gestão dos recursos públicos.
Kennedy Barros destacou que a atuação pedagógica tem sido uma das principais estratégias da Corte para reduzir irregularidades.
“Terceiro ano seguido que o tribunal consegue estar presente nos 224 municípios, indo in loco nos 224 municípios, fiscalizar e indo anualmente, na média de oito vezes por ano, nas cidades polo, para fazer treinamento e, consequentemente, pedagogia. Para preparar o gestor para que os erros não aconteçam, mas sempre separando a atividade pedagógica da atividade punitiva”, declarou.
Entre os trabalhos realizados no período estão auditorias na alimentação escolar, no Plano Estadual da Primeira Infância, na gestão previdenciária, no desenvolvimento urbano e em órgãos estaduais. O tribunal também intensificou o uso de inteligência artificial, painéis gerenciais e cruzamento de dados para ampliar a capacidade de monitoramento e identificação de riscos.
Para o presidente da Corte, o cumprimento integral das metas representa a consolidação de um modelo de fiscalização mais eficiente.
“Todas as vezes que a gente faz uma meta, o desafio é cumpri-la. Então o tribunal ao longo de três anos seguidos vem projetando metas e, para a nossa felicidade e para o bem do estado, todos os três anos as metas estão efetivamente cumpridas. Isso é motivo de muito orgulho para nós”, destacou.




